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As artes e Byron de Quevedo têm uma longa estória de amor. Ela se inicia na escola de Música de Brasília, no ano de 1968. Em 1973 vai estudar artes nos EUA e entra em contato com o balanço da musica negra do mundo underground de New York e New Jersey. Retorna ao Brasil em 1976. Estuda jornalismo no CEUB, em Brasília. Durante o curso participa de vários projetos: cinema, vídeo, artes plásticas e edita com outros poetas o livro Sinal - Agregado Poético. Escreve sobre artes no Caderno de Cultura do Jornal Correio Braziliense, em Brasília, de 1979 a 1983 e atua, como jornalista e artista, dos movimentos Cuca, Cabeças e Grande Circular - agitações culturais que lançaram os nomes mais importantes da arte candanga.

New York vista do lado de New Jersey (1973).

O ARRASTAROCK®

Como resultado de suas andanças pelos bares, igrejas, night clubes e universidades de New York e New Jersey, Byron de Quevedo percebeu, nas musicas que ouviu por estes lugares, vários pontos de contato entre o blues, rock, xote, baião, arrastapé e a catira, rítmos de origem negra. Nascia aí então uma experiência musical: o arrastarock, uma música que poderia começar com um xote e terminar num rock, ou ainda, começar numa catira, virar um rock e terminar num xote ou vice-versa.

Os músicos que contribuiram, com suas obras, para o surgimento do arrastarock foram: Chuck Berry, Jerry Lee Lewis, Fats Domino, Luis Gonzaga, Lupicinio Rodrigues, Dolores Duran, Jackson do Pandeiro e outros iluminados (*). Vem ainda se incorporar ao arrastarock as catiras e arrastapés de Minas Gerais e Goiás.

(*) São iluminados também os compositores: Zé Dantas, Humberto Teixeira, Rosil Cavalcanti, Edgar Ferreira, R. Penniman, L. Willams, e tantos outros, que se uniram em torno destes grandes músicos antes mencionados, transformando-os em líderes de falanges artísticas originais.

(*) Eternos agradecimentos às imortais interpretações de Louis Armstrong, Little Richards e Lupicínio Rodrigues , que forneceram as emoções onde o Arrastarock foi buscar muitas inspirações.